13.9.10

Mocidade...

Eram só caprichos...

- Apenas sonhos inocentes de um jovem imaturo que achava estar no centro do Universo!

Diante do enorme resplendor de vida que se lhe apresentava algo incógnito lhe fascinava à mente ofertando-lhe a ideia de que era eterno.


Pobre crença - Deveras errônea fé!


Como um relógio parado não percebia sua inutilidade perante o tempo!


Como erva fincada entre penhascos, via a vida passar dentro de belas embarcações;
Dia, após dia. Mês, após mês. Ano, após ano!

- Todos os seus dias eram assim!


Águas que vem... águas que se vão: Invariavelmente todos seus dias eram em vão!

Como camicase sem alvo não tinha objetivos senão morrer sem objeção, 
morrer sem ver a conclusão!

Mas a morte não lhe procurava fazendo que sua realeza excêntrica (quanto à sua própria infinidade) parecesse cada vez mais real, cada vez mais verdadeira.

E assim foram-se os dias, meses e anos.


Até que certo dia doeram-lhe os joelhos... humilou-o um certo espelho...

- Desmentiu-lhe uma certa mulher!

Tal prova fora-lhe dura por demais!

E - como bússula sem Norte - passou a navegar à deriva, não se preocupando mais com os arrecifes do litoral que se avizinhava. Mas o que ele não sabia é que nenhuma displicência ou relaxamento são perdoados pelo mar.

- Por Deus, sim!  Mas... Pelo mar, não!


Foi quando finalmente, diante do fracasso pessoal indisfarçável, viu-se obrigado a
reconhecer que havia perdido tempo demais em sua - até então - inútil vida!


Assim, vislumbrando o terrível destino de sua nau,
arqueou velas, recolheu âncoras, aprumou timão e lançou cargas inúteis ao mar, gritando:

- Toda força à frente!

- Toda força à frente!

Sem que ele pudesse acreditar sua embarcação agora navegava como nunca dantes! Sem receios e sem lembranças dos atóis e arrecifes que outrora o amendrontavam, agora parecia-lhe calmo cada um dos seus convéses... cada um dos compartimentos de sua insondável mente humana, tinha agora nova oxigenação, nova motivação!


(CONTINUA...)





   









   







31.8.10

Dois segundos... Nada mais!

Desde a primeira vez em que eu lhe vi soube de imediato
se tratar de uma mulher muito especial. Não sei dizer se foi o
seu sorriso instigante ou o seu olhar enigmático que me enamorou!

- Mas uma coisa sei: Não precisei de dois segundos sequer
para ter a certeza de que você é uma mulher e tanto!

Incrível como às vezes basta-nos um simples olhar para que
saibamos tudo o que é necessário saber sobre alguém!

Mas em contrapartida é igualmente surpreendente como às vezes o amor nos exige tanto tempo para que ele próprio perceba o óbvio e, contrariando toda à sua lógica própria, bastam-lhe poucos segundos para que não tenha mais dúvidas nenhuma quanto ao seu real querer!

- Ah! O amor!

- Sentimento único!

Desprovido das opiniões alheias, segue seu rumo
sem permitir qualquer alteração de rota!

Desprezando os conselhos das marés, segue seu caminho acreditando imperativamente em
seu destino... Nunca dando crédito aos amedrontantes uivos
das tempestades de ventos!

Sentimento ímpar;

Sentimento lindo;

Sentimento sem paralelo!

- Sentimento cujo maior contraste está justamente em sua solidão e ao mesmo tempo na sua busca incansável pela conpanhia que lhe é complementar -  Aquela que o transforma de singular, em plural!

O amor é luz...

O amor é som...

O amor é paz...

O amor é o que nos faz ser bons!

- O amor é - definitivamente,  o que nos faz ser melhores... Enfim!


Autor: Cláudio Selga
Foto: NICKKRU.NAROD.RU

25.8.10

Ser inteligênte é ser feliz!

Toda pessoa Inteligênte é - necessariamente - bem-humorada!

A verdadeira inteligência e o mau-humor não podem conviver em um mesmo ser ao mesmo tempo.

A razão é simples: O mau-humor é fruto da incapacidade de se perceber a vida com todas às suas nuanças e especificidades cuja maior sutileza é a maleabilidade que nos permite transitar entre espectros e espectros, sem que para tanto tenhamos que entrar em colapso todas às vezes em que um dos nossos projetos, por alguma razão, não se concretizou!

Ser inteligênte é perceber que a alegria não tem preço!

Ser inteligênte é lutar sem medir esforços para alcançar um (ainda que breve)  momento de descontração no qual a maior protagonista seja  uma boa e espalhafatosa gargalhada!

Ser verdadeiramente inteligênte é ser capaz de ludibriar a tristeza; driblar o mau-humor; contornar às dificuldades... Enfim...

- Enganar a dor!

Ser inteligênte é ter todos os motivos do Mundo para se suicidar e no entanto continuar plantando a sementinha da vida onde quer que se esteja...

- Onde quer que se vá!

Ser inteligênte é perceber que se passassemos o resto de nossas vidas agradecendo a DEUS, ainda assim, nós continuariamos sob grandíssimo débito para com Ele.

- Ser inteligênte, portanto, é ser alegre... é ser... FELIZ!

Independentemente da distância que nos aproxima das chamas desta morte ou nos separa dos manancias desta vida -  se realmente nos consideramos inteligêntes - temos a obrigação de buscar a  felicidade! 

Por isso seja inteligênte: SEJA FELIZ!

- A paz, a alegria, a fraternidade, a paixão e o amor... De forma uníssona, nos agradessem!

Texto: Cláudio Selga
Foto: Mr Bean (Domínio público)

16.8.10

Escrevo! Logo... Existo!

Escrevo, escrevo e escrevo!

- Não porque o saiba, mas porque o amo!

O bom de se escrever é que no ato de fazê-lo ninguém nos pode  interromper; Quando agente escreve ninguém tem o menor poder sobre nós!

O bom de se escrever é que, naquele momento, não importa
mais nada... A não ser o que se deseja dizer o dia inteiro mas
o receio da opinião alheia nos impede de pronunciar.

O bom de se escrever é que quando o fazemos nos despimos de todos os nossos complexos, de todos os nossos medos e pudores e simplesmente nos vemos a sós... A sós com nós mesmos como se a caneta fosse nosso psicanalista e o papel nosso divã!

Por isso escrevo!

Escrevo, escrevo e escrevo!

Por toda minha vida, enquanto houver um pedaço de papel e um pouco de tinta em uma caneta,
ainda estarei escrevendo!

Repito: Não porque o saiba... mas...

- Porque amo fazê-lo!

Eu preciso de escrever da mesma
forma como eu preciso de... de respira, juro!

Papel e tinta estão para mim como o oxigênio está para meus pulmões!

Papel e tinta estão para mim como eternas testemunhas do meu modo singular
de pensar e agir.

- Por isso eu escrevo!

Escrevo, escrevo, escrevo, escrevo e... Escrevo!

Experimente você também: Tenho certeza de que você vai gostar!



Texto: Cláudio Selga.
Foto: Imagéns de máquinas antigas.

21.7.10

Momentos da vida...

Há momentos na vida em que tudo parece ter


ruído para sempre! Por mais que nos esforcemos

não conseguimos enxergar uma saída.



Às vezes nossas quedas parecem tão grandes

que tudo o que conseguimos fazer é ficar

olhando para as nossas feridas.



Mas... se por um momento nos lembrarmos de olhar

à nossa volta finalmente veremos que o fim,

antes da morte, não existe!



A diferença entre os que após uma grande queda

conseguiram se levantar e os que não conseguiram

está no inconformismo e na consequente persistência

em continuar tentando se reerguer!

Autor: Cláudio Selga.
Foto: Domínio público

9.7.10

Acredite se quizer.

Dizem que papel aceita tudo!
Internet também!

Talvez seja por isso que às vezes falo o que me vem à cabeça sem muito pensar! Embora haja quem não goste desse hábito, muitos outros o adoram!

Ando cansado de preconceitos, de ideias que já deram seu sumo sacrifício em prol da humanidade e que agora já não podem fazer mais nada de bom no sentido de contribuir de verdade com uma sociedade afundada em vícios, não apenas psicodélicos, mas também - e o pior - anacrônicos coletivos que nos fazem sucumbir mediante às noticias a cada dia mais trágicas e escandalosas! Onde pararemos...Se é que pararemos um dia!

Será que finalmente o projeto HUMANIDADE chegou - com o perdão da redundância - ao fim?

Será que somos só isto?! Um projeto que não deu certo, nada mais?

Caso a resposta seja sim será realmente uma grande decepção  pensar que tudo  o que intuimos, vemos, descobrimos, sabemos, projetamos, construimos e de alguma forma o somos, na verdade não passa de uma ilusão... Um protótipo falido: Um grande equívoco! Desculpem-me mas, não posso crer que seja só isso. É muito pouco! Até para o mais simples dos humildes - Reconheçamos: É muito pouco! Não faz sentido sermos só isto: Um projeto que não deu certo e que agora precisa ser desfeito, enquanto uma nova fórmula seja desenvolvida, talvez com uma nova simbiose na qual falhas não sejam possíveis e todas as perspectivas sejam inapelavelmente satisfatórias... sei lá!

Será mesmo que a perfeição imaculada é possível?

- Realmente não o sei!

Talvez seja, mas... não creio que dentro de um Universo naturalmente imperfeito seja possível se estabelecer a perfeição! De modo que creio fazer-se primária a necessidade de restauração do Universo para que depois, num segundo momento, se restaure a condição humana!

Assim, não pretendo me eximir das responsabilidades de consciência às quais, queiramos ou não, todos nós não podemos ignorar sem que preço sobremodo caro insida sobre nós mediante nossa pseuda ignorância. Mas certo é que somente Um Ser supremo pode restaurar o Universo para que tenhamos a oportunidade e as condições necessárias para que possamos, através dEle, obter a oportunidade e restauração para a lamentável condição humana.

Esse Nome é JESUS!

E não importa se você crê nisso ou não. Esta é uma verdade absoluta a qual independentemente da nossa vontade há de se estabelecer um dia - queiramos nós ou não!

 Assim: Seja alguém melhor! Seja alguém que faça a diferença e... diferença para melhor, claro!

 Você quer... E você pode!

 Acredite: VOCÊ PODE!

 Esta é nossa tendência natural: SERMOS MELHORES A CADA DIA!


Texto: Cláudio Selga
Foto: Domínio Público

4.7.10

Saudades do Didi.



No Brasil após uma frustração em uma Copa do Mundo sempre vem as perguntas: O que houve? O quê aconteceu? O quê faltou, afinal? Talvez a pergunta correta não seja o que faltou, mas sim, o que sobrou neste grupo que fez que não trouxessemos a Copa? Talvez tenha sobrado a reclusão que, como em qualquer cárcere, leva todo e qualquer ser humano à angustia dos solitários tidos e mantidos como que se portadores de infecções contagiosas, às quais teriam o poder de desintegrar o sonho de um só homem, um só senhor amedrontado pelo fracasso. Talvez tenha sobrado a arrogância dos “surdos”- não daqueles que o são por deficiência natural, mas sim dos que, tendo o privilégio da audição, preferem à reclusão da própria convicção e se ilham num festival de prepotência e egocentrismo! Talvez tenha sobrado uma confiança cega em projeções no mínimo questionáveis, como a recuperação plena e a tempo do Kaká, que tenha sido a verdadeira culpada da não convocação do Ganso, por exemplo, como opção tática em uma eventual necessidade de mudança de jogo, como foi o caso na partida contra a Holanda. Mas quem sabe o que sobrou mesmo tenha sido o esquecimento de que  somos os melhores nesta modalidade e não por acaso somos os únicos penta campeões mundiais de futebol, e por isso mesmo, não tinha-mos de entrar em pânico, como foi o caso, por causa de um simples empate absolutamente fortuito, alcançado por um time (com todo o respeito) limitadíssimo, como era o caso do selecionado holandês! Sobrou-nos nervosismo, sobrou-nos insegurança, sobrou-nos medo! Medo de uma desclassificação que no momento do empate ainda estava a anos-luz de acontecer! Sobraram muitas coisas neste episódio, sim – é verdade! Mas, ao olhar para a história gloriosa da nossa amada seleção brasileira, sou obrigado a reconhecer que faltaram algumas coisas também! Faltou a alegria típica e mais do que natural do nosso futebol, cuja natureza substantiva é a razão do verdadeiro bolero. Faltou o grito: É MINHA! Do Júlio Cezar, naquela despretensiosa bola alçada na área brasileira e que acarretou no empate quase que inacreditável para os próprios holandeses! E foi ali, naquele simples empate é que, ao meu ver, faltou o mais precioso em um time de futebol: Faltou alguém como o grande Didí, que em 1958, na Copa da Suécia, ao ver o seu time tomar um gol aos quatro minutos do primeiro tempo, na casa do adversário, buscou a bola no fundo do gol brasileiro e caminhou lentamente até o centro do campo, conversando com os colegas e dizendo: “Calma: Somos melhores e podemos vencê-los; Basta-nos acreditar e jogar o que sabemos!” É realmente muito triste ter de reconhecer que em 2010, na Copa da África do Sul, tenha-nos sobrado um tal Filipe Melo que, em sua grosseria e despreparo psicológico, pisou na cocha de um adversário, enquanto nos tenha faltado um certo Didi – campeão mundial em uma Copa da qual o Mundo jamais poderá se esquecer - e que após um momento difícil colocou a bola debaixo do braço e lembrou a todo o elenco do que ele era capaz de fazer.

  A verdade é que em 2010 faltou-nos um único Didi, enquanto nos sobraram alguns Filipes melo!

Texto: Cláudio Selga
Foto: Domínio público.

31.5.10

Beleza é beleza... Amor é amor!



A beleza é coisa absolutamente subjetiva!

O que é belo para mim não necessariamente o é para outros, claro!

É - Isto sim – Algo como que se fossemos todos daltônicos; de forma que em uma única coisa pudéssemos enxergar cores absolutamente distintas, sendo que em um só parecer houvesse várias matízes, ainda que tendo por objeto de observação uma única imagem com cores definidas e imutáveis!
Não são raras às vezes em que me pego apreciando algo, alguém, atitudes, coisas ou personas que a maioria das outras pessoas não consegue atribuir valor algum!

É quando me questiono quanto à minha avaliação e às dos demais: Seria eu um completo
romântico, que se impressiona com pequenas coisas, ao ponto de se confundir exagerando a respeito do afeto, do carinho humano e da distinção da qual cada um de nós é constituido?
Beleza não é só estétical!

- Quem disse que a beleza está, necessariamente, presa ao estereótipo?

- Quem disse que a beleza está, necessariamente, presa às roupas que vestimos?

- Quem disse que a beleza está, necessariamente, presa às nossas concepções individuais, mesquinhas e muitas das vezes... Desumanas?

- Quem disse?

- Quem?

Assim, aprendi com a vida que não há nada melhor do que ela própria!

Não há nada mais importante que estar vivo e poder desfrutar do inexprimível privilégio de simplesmente respirar e ter ao lado de si as pessoas às quais se ama!

Desta forma, a beleza passa ser definitivamente algo mais que subjetivo!

Sob esta ótica - a beleza física - chega ser quase que desnecessária! Mas observe: Eu disse “Quase”, entendeu?

Nenhum amor pode - por assim se dizer - ser amaldiçoado por ter sucumbido à aparência física, ok?

Mas, ao mesmo tempo, se ele, o referido amor, for reconhecidamente escravo da aparência exterior de quem quer que seja, acredite: NÃO É AMOR!

Porque... Como disse o grande Apóstolo Paulo: “ O verdadeiro amor é sofredor, é benigno;

O amor não é invejoso: O amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”


Autor: Cláudio Selga
Foto: Nova Flor

28.4.10

Desafio fenomenal!

Adriano e Ronaldo são as grandes atrações do duelo entre Flamengo e Corinthians, pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores da América. Dentro de campo, os dois já venceram tudo o que é possível. Sucesso no Brasil, na Europa e na seleção brasileira. Mas fora de campo os dois também travam um duelo de altíssimo nível. Craques dentro de campo, Adriano e Ronaldo também já provaram que batem um bolão fora dos gramados. A lista de conquistas de beldades dos dois é extensa e qualificada. Já conquistaram algumas das mulheres mais bonitas do Brasil. Veja por si memo essas lindas garotas e tire sua próprias conclusões!
Autor: Claudio Selga
Fonte: gazetaonline

Desafiando Clérigos.

Uma poeta saudita que faz versos criticando clérigos islâmicos extremistas se tornou na favorita para vencer um popular e milionário concurso de poesia em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.


Vestindo o niqab, tradicional véu islâmico que deixa apenas os olhos da mulher à mostra, Hissa Hilal recitou seu poema de 15 versos "O Caos das Fatwas", no concurso Poeta Milionário (em tradução livre), transmitido pela televisão estatal.

O poema, que faz uma crítica à influência do fundamentalismo e das fatwas - pronunciamento legal emitido por um especialista em lei islâmica quando existem dúvidas sobre como proceder em determinadas situação - na sociedade árabe, recebeu elogios do público e dos juízes.

O vencedor do concurso, que ganhará o prêmio equivalente a US$ 1,3 milhão e trezentos mil dólares (cerca de R$ 2,3 milhões), será anunciado na próxima semana.

Fonte: BBC Brasil

27.4.10

O Poetinha

O acervo completo de poemas de Vinicius de Moraes acaba de ser colocado à disposição gratuitamente na Biblioteca Brasiliana USP. São 15 livros doados pelo empresário e bibliófilo José Mindlin (1914-2010), que em breve vão integrar a coleção da biblioteca física e homônima que está sendo construída na Universidade de São Paulo (prevista para ser inaugurada em 2012).Entre as obras em destaque estão a primeira compilação de Vinicius, O caminho para a distância (1933), a primeira edição de Orfeu da Conceição (1956) e o Livro de sonetos (1957), um dos mais populares livros do “poetinha”. Este ano completam-se 30 anos da morte do carioca. O diplomata, dramaturgo, crítico de cinema, poeta e cronista da grande imprensa tornou-se uma das figuras centrais da música popular brasileira como compositor e letrista. Foi um dos pilares da Bossa Nova e parceiro de Antônio Carlos Jobim, Francisco Buarque de Hollanda, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Para deixar a terça-feira mais apaixonada, eis o Soneto da fidelidade (do livro Poemas, sonetos e baladas, de 1946), nunca demais na vida de ninguém:



De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.



Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento



E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama



Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Fote: Revista Época

24.4.10

Nanda Costa... Alguém gosta?

Nanda Costa: És bela, és linda, és flor... És jambo! Ontem eras apenas uma menina, hoje uma linda  mulher -E que mulher! Desde o início de tua carreira era fácil até mesmo para o mais desatento dentre todos os teus espectadores perceber tua incrível luz vindoura. Teu sorriso emoldura teu rosto com um toque sutil que transpassa nosso coração quando ameaça se abrir... Onda de uma praia deserta que ama a arrebentação típica dos dias de inverno. Buscar palavras que façam jus à tua beleza é muito difícil pois tais palavras não podem reproduzir verdades às quais tuas propriedades físicas nos remetem! Estou certo de que tenho o aval de todo olho que já te viu para dizer isso. Como grande amante do universo feminino não tutibio ao dizer que tu representas com todos os méritos a tão aclamada beleza brasileira! Tua sensualidade é natural - dispensa esforços, dispensa acessórios... Dispença cenários! Tu és mais que bonita... tu és uma estrela cuja radiação é contumaz. Teu brilho é sem igual, sem comparação, sem precedente - Quase letal! Da onde tu vieste, menina? À qual  Galaxia tu abandonaste para que a nossa fosse contemplada com teu resplendor? Seja lá qual tenha sido a parte do Universo que te perdeu, sorte a nossa que por ti foi presenteada! Meu sincero desejo é o de que a vida a ti seja leve! Que um amor cuja força de sua luz sobre teus inimigos vá e os cegue  - E que tua indizível beleza...  a eternidade para todo o sempre preserve!

Autor: Cláudio Selga
Foto: Ensaio Play Boy         

20.4.10

Vinícios de Moraes

Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinícius de Moraes

4.4.10

"Quando o Sol bater na janela do seu quarto..."

"É preciso amar às pessoas como se não houvesse amanhã..."  Quem, ao ouvir essa frase, não se remete automaticamente ao grande poeta, músico, compositor e... por quê não dizer - revolucionário, Renato Russo, lider e vocalista da incrível banda dos anos oitenta: Legião Urbana? Na semana em que este inquieto personagem do cenário musical brasileiro faria cinqüenta anos de idade, muitas tem sido as homenagens ao seu trabalho! Mas... mais do que merecidas essas homenagens são  necessárias.

 - Afinal, Renato nos deu muito mais do que belas músicas... muito mais do que belas letras,  mais do que simples melodias!

 - Renato nos deu motivos para refletir e agir!

Em suas composições ele nos fez  pensar! E foi pensando nisso que não pude resistir à vontade de me somar aos demais tributos póstomos ao poeta e acrescentar palavra ao dizer que muito do que cantava o Legião, tinha, e continua tendo, muito haver com os nossos dias. Por exemplo:  "Você diz que seus pais não lhe entendem... mas você não entende seus paise " Um dia pretendo tentar descobrir por quê é mais forte, quem sabe mentir"  ou ainda: " Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem!"  E por aí vai! Frases aparentemente desconectas mas que são o reflexo dos dias nos quais vivemos. Quando pais e filhos não se entendem, quando a verdade é, aparentemente, motivo de vergonha e fraqueza, ou ainda, quando nós nos esquecemos de que a verdadeira ordem está no respeito mútuo aos direitos individuais e o verdadeiro amor é o porto mais seguro ao qual podemos ancorar e que também é preciso  ser corajoso para  ser relmente bom... enfim...

- Renato e suas composições estão cada dia mais conteporâneos; nem tanto porque ele estivesse tão além do seu tempo, mas... porque a cada dia que passa... nós, os "vivos", parecemos retroagir mais e mais ao ponto de ficarmos - isto sim - aquém do nosso momento, do nosso instante... Do nosso próprio tempo! Assim: Viva Renato! Viva Legião! 

Viva  toda tribo verdadeiramente Urbana!

- E, lembrem-se: Como ele mesmo o dizia: " O caminho é um só!"

Autor: Claudio Selga
Foto: Site Legião Urbana

28.3.10

A verdadeira expressão do ser.


Você merece todas as palavras do Mundo e ainda assim todas elas juntas não podem
expressar sua beleza, elegância e simpatia!
Na verdade é o silêncio contido quando se olha para você que pode de maneira mais exata definir o que agente sente quando nos prestigia com sua aparição!
Entre sua franja e seu colo reside de forma impecável a expressão singela dos Anjos! Há em você um... não sei o quê, que a mim, hipnotiza;
E fico à mercê das suas vontades como que num sono pesado ao qual não se pode interromper.
Mas.. há mais em você! E é principalmente esse seu algo mais que me fez apaixonar,
de forma platônica, claro, por você gata! Porque... Mulheres extremamente bonitas como você, em nosso país, graças a Deus, há uma infinidade; Mas, simples e simpáticas como você... Aí vão outros quinhentos!
- Parabéns, linda!
Você merece tudo o que lhe acontece de bom e tenho certeza de que Deus reserva muito mais para você. Continue sempre assim : Bela, simples, elegânte, charmosa, simpática e maravilhosamente feminina!
Quem viver verá que nunca houve, não há, e nem nunca haverá mulher cuja beleza e simpatia possam à sua superar! Sendo assim, o que mais dizer que sua própria expressão já não o faça por si mesma? Qualquer coisa que de agora em diante se acrescente é chuver no molhado; é descer ladeira abaixo! É discursar sobre o que já está explícito; é ilustrar o que por sí só mostra-se óbvio!
É por isso que digo que nem todas as palavras do Mundo podem exprimir você!

 - Muito mais interessante do que falar sobre você é... claro, olhar para você, Juliana!

Autor: Cláudio Selga
Foto: Juliana Salimeni

21.3.10

Green eyes!


Era noite.
Muitas pessoas e muita agitação.

Palavras desencontradas invadiam o ambiente: Músicas, carros,
olhares... enfim: Tudo o que compõe uma noite de verão em um país tropical.

Seu olhar feriu o meu - Quase me cegou!

Sorte... Azar - Não o sei!
Pessoas que lhe acompanhavam conheciam-me também. Apresentados, começou minha imensa adimiração por todos os seus atributos que saltavam não apenas aos meus olhos, mas aos de todos os que como eu desfrutavam do privilégio de vê-la!
Não podendo dizer o que me vinha de forma imperiosa à garganta, sufocava as palavras com longos góles de cerveja. Olhava os arredores como quem busca por uma bóia para náufragos, temeroso de submergir em uma indiscrição qualquer que denunciasse meu total constrangimento por estar diante do que me parecia ser uma luz ofuscante que, não só me cegava... mas também saqueava-me as palavras de forma que minhas frases, por vezes, pareciam mais grunidos do que propriamente uma sequência de fonemas racionais.

Jamais esquecerei aquela noite!
- Nem desejo esquecê-la!



A verdade é que você não tem precedentes!
- Você é única... Você é muito bela!

 Você - em bom Português - É O QUE HÁ!

- Inteligênte!
- Linda!
- Simples!
- Modesta!
 Agradável e  perfumada pela própria essência do seu ser exclusivo!

São estas - entre outras muitas coisas, Green eyes - que me fazem ser seu fã incondicional... seu parceiro irriquiéto; seu amor prediléto; seu namorado oculto... seu presente, objeto: Seu amor indiscreto!

- Seu! Para o que você precisar...
- Seu! Para o que der, e vier...
- Seu hoje, amanhã e depois de amanhã!

Seu agora e até quando (e o quanto) você assim o quizer!
Seu para todo o sempre, enquanto entre nós o sempre estiver!

Não se esqueça jamais...
Que eu sou todo seu, Green eyes!
Autor: Claudio Selga
Foto: Domínio público

15.3.10

O sorriso inteligênte


Já vi muitos sorrisos bonitos mas tenho que confessar que o seu tem algo de especial que faz agente parar para apreciar! É como se ele contagiasse agente fazendo-nos lembrar de que há algo mais que o corriqueiro, algo mais que o trivial! Na passarela da vida cada um se agarra ao que julga ter de melhor. Há quem confie nos belos olhos e também há quem creia estar nos cabelos seus melhores atributos; muitas confiam nas belas pernas ou nos belos seios. Mas você, garota, é privilegiada porque, num conjunto impecavelmente harmonioso entre os seus lindos olhos, negros cabelos, pernas e seios, coroa o mais lindo dos sorrisos!

Mas... Vou além:

Dentre todos os seus encantos existe um que foi o primeiro a se destacar pra mim: Sabe qual?

- Seu intelecto!

Bastaram algumas poucas frases suas para eu perceber o quão inteligênte você é!

- Parabéns, bela!

Que a vida lhe retribua de maneira justa o bem que você nos trás com a sua beleza, inteligência e elegância.

Vou apenas omitir seu nome... vou chamá-la apenas de... Bela!

É... isso: Bela!

- Até porque dentre todas às mais belas... Você é - com toda a certeza - a mais bela de todas!

Autor: Cláudio Selga
Foto:K.G

14.3.10

Cristina.


Desde a primeira vez em que a vi, soube de imediato tratar-se de um caso excepcional. O mistério não estava apenas na negritude dos seus cabelos nem tão somente na doçura do seu sorriso... mas sim, e também, na áurea do seu espírito alegre que com incrível facilidade podia-se observar.
Jamais me esquecerei do dia em que meu queixo caiu - embasbacado - pela beleza inconfundível e irreparável que lhe acompanhava como um presente divino!

Nunca pude esquecer tal sensação; era como se o chão se abrisse e me pedisse para me ausentar enquanto seu resplendor passasse e fosse adiante para que, não apenas eu, mas toda a humanidade pudesse desfrutar de tal magnitude da qual você inquestionavelmente fora concebida!

Anos se passaram e você continua aí, linda, como se os dias não avançassem... como se eles não fossem a diante...

Como se eles não tivessem poder sobre seu corpo!

Do quê me adianta estudar os ástros... se o infinito está aqui, tão próximo e ao mesmo tempo tão distante?

De quê me adianta lhe amar... se eu sei que você nunca me viu... e certamente nunca verá!
De quê me adianta olhar para o céu... se o céu não pode me ver?
Ainda assim faço do limão uma limonada!



Da aparente tragédia... uma peça teatral!
Da constante lamúria... uma ópera!
Da dor... uma valiosa experiência!
Da lágrima... uma lembrança!
É assim que tenho vivido: Vendo você sair...

Vendo você chegar.
Vendo você viver...
Vendo você sofrer.

Vendo você andando por aí...

Vendo você sem meu querer.
É Assim que tenho vivido: Vendo você chegar...

Vendo você  partir...
Vendo você chegar...

Vendo você partir...

Vendo você viver...
Vendo você sofrer...

Vendo você sorrir, vendo você chorar!
Vendo você vivendo, vendo você morrendo...

Vendo você suplicando, Vendo você agradecendo...

Vendo você sem mim...

Vendo a mim sem você!

É assim que tenho vivido:

Como personagem de um velho pasquim!

Eu vivo sem você...

Você vive sem mim!
Autor: Claudio Selga
Foto: Domínio público

20.11.09

Liberdade responsável.

"Nem tanto ao mar, nem tanto à terra!"
Este é um provérbio mais do que
conhecido no Brasil e tem por objetivo ensinar que todo excesso é letal. A intenção aqui não é sufocar nada nem expandir a tudo! O que temos que aprender de uma vez por todas é que somos uma espécie de "mistura" de contrastes que, na verdade, são o fio da navalha.
Por exemplo: Não é contrastante que sejamos capazes de ir à Lua desde mil novecentos e sessenta e nove e ao mesmo tempo ainda não fomos capazes de vencer um simples vírus vomo o HIV que possue tamanho tão ínfimo que caberia, por exemplo, um bilhão deles na cabeça de um simples alfinete? O que há afinal conosco, seres humanos que... ao mesmo tempo em que sabemos muito sobre o Espaço Sideral sabemos tão pouco , quase nada, sobre às profundezas dos nossos Oceanos? Por quê somos instigados pelo o que está distante e indiferentes pelo o que está próximo? Será que apaziguar o conflito entre Israel e a Palestina é mais prioritário para cada um de nós do que fazer-mos as pazes com o vizinho com quem tivemos um desentendimento por causa de um pequeno vazamento de água? Ontem assisti a um programa da TV Globo: "Por toda minha vida" - Tributo ao grande poeta contemporâneo por quem sempre tive, e continuo a ter, uma enorme adimiração: Cazuza! O grande Cazuza foi de forma trágica aquilo que alguns de nós temos sido na vida!

É comum vivermos como se ninguém pudesse nos impedir a nada. Mas... Seria a anarquia física, intelectual, social, ideológica e política o melhor caminho a seguir?

Enfim... Seria o "Tudo agora e o depois, vê-se depois" o caminho mais inteligênte e sensato a se percorrer por esta estrada curta que é a vida concedida pelo grande DEUS?

A verdade é que somos criaturas e não Criador!

Desta forma havemos de nos concentrar em entender e respeitar as Leis nas quais temos direitos e deveres ao mesmo tempo!

É por isso que iniciei este artigo citando um provérbio super conhecido no Brasil que nos remete à ideia de que não é o liberalismo irresponsável - nem o fundamentalismo ortodóxo - que agrada a Deus - mas sim, na minha modesta opinião, o equilíbrio entre a liberdade responsável e o respeito vital às intituições naturais da vida.

Minha pergunta não é: Fazer ou não fazer - mas sim... Afinal: O QUÊ ESTAMOS FAZENDO COM O NOSSO TEMPO...

- COM OS NOSSOS RECURSOS...

- COM A INFLUÊNCIA A QUAL NOS FOI DADA SOBRE A SOCIEDADE PENSANTE...

- COM A NOSSA SAÚDE...

- COM A NOSSO INTELECTO...

- COM AS BÊNÇÃOS ÀS QUAIS DEUS NOS TEM ABENÇOADO?

Enfim: De tudo o que tenho visto, a verdadeira virtude não está no  fazer tudo ao mesmo tempo nem muito menos no negligenciar o por fazer, mas sim no fazer o que está ao nosso alcance; no buscar o que fazer sempre no intuito de contribuir, acrescentar... Somar!

É para isto que estamos aqui: Para contribuir, para auxiliar, para confortar, para amar e...

- Para suportar!

Suportar não no sentido de sacrificar-se, necessariamente... mas sim no sentido de dar suporte, dar consistência, dar compactação, dar base, apoio, entende?

Dar suporte sim, mas... sem que para tanto não tenhamos que necessáriamente morrer pela causa.

A vida acaba - por assim dizer - parecendo-se muito com uma máxima absoluta do ciclismo:

 " Quer seguir adiante? Avance com boa velocidade e nunca penda demais para a direita nem para a esquerda: Apenas mantenha o equilíbrio e o rítimo, olhando sempre obstinadamente para frente!"

Autor: Claudio Selga.
Foto: Domínio público.

15.11.09

Marceli Lavinsc!

Há beleza e belezas! Todas tem o seu lugar. O que ocorre é que certas belezas conseguem calar às vózes mais críticas e céticas que toda e qualquer inveja possa levantar. Apenas como ilustração exemplifico aqui o que acabo de dizer. Esta é a inacreditavelmente linda Marceli Lavinsc! No Brasil é simplesmente impossível eleger uma garota que seja a mais bonita dentre todas, pois são tantas as beldades à vista no dia-a-dia que qualquer veredicto seria inevitávelmente falso ou no mínimo tendencioso. Poderia mostrar aqui muitos outros exemplos da nossa farta e inesgotável fonte de virtudes visuais como é o caso da belíssima Marceli; mas não o farei. Pelo menos não por ora, até para que você venha a acompanhar este Blog e se acostume a se deliciar com o que o nosso país tem de melhor: Suas inacreditáveis mulheres!

Autor: Claudio Selga
Foto: Marceli Lavinsc

12.10.09

É aqui!
























Eu ando tanto por aí, tantas ruas, tantas paisagéns, tantas luzes... tantas saudades também. Tantas pessoas, tantas cores, tantos sotaques - alguns tão engraçados!
É, eu ando tanto por aí que às vezes até me esqueço de que não pertenço a estes lugares e
ao mesmo tempo sinto-me como se dono fosse de todos eles. Há momentos em que me sinto tão só, há momentos em que me acho como que um intruso, um penetra! Por outro lado em tantos outros momentos tenho a certeza de que estou mais que em casa, como se de lá, donde muitas vezes nem sei exatamente estar, estivesse em meu território, no quintal da minha imaginação fértil! Gosto de estar por aí; andar pra cá, andar pra lá, falar qualquer coisa sem me preocupar, afinal nunca sei sequer se lá vou voltar a estar! É como se pudesse andar entre as mazelas urbanas sem me sentir culpado, sem me sentir responsável, simplesmente por não pertencer aquele lugar. Mas quando volto à minha cidade, tudo muda de posição, tudo toma a forma de outra situação. Agora não há mais desculpas, não pode haver mais omissão. Aqui tenho que ser eu, sem máscaras, sem indiferenças. Aqui tenho que lhe reconhecer, tenho que lhe cumprimentar, tenho que me responsabilizar... Tenho que lhe dizer a falta que você me faz, tenho que sorrir - sem fingir. Tenho que demonstrar o bem que você me faz, a paz que você me traz! Aqui, onde moro, onde lhe conheci... é aqui que eu devo estar, é aqui onde meu amor nasceu é que sinto ser o meu lugar... Junto a você, perto do seu ser... próximo ao alvorecer desta penumbra que se extingue sempre que falo consigo, sempre que não mais só me sinto...
Sempre que você está comigo... sempre que... que - Sempre!
É assim que você faz que eu me sinta: Eterno: Para sempre! Como se eu, por sua causa, pudesse viver pra todo o sempre, para toda vida; Sempre e sempre! Gosto muito de viajar por aí. Mas é aqui que me sinto eterno! É aqui que me sinto melhor porque, é aqui, em Vitória, que sinto estar mais perto... mais junto d'aquela que me deixa satisfeito e ao mesmo tempo inquieto; deixa-me alegre e ao mesmo tempo inseguro; Deixa-me em paz e ao mesmo tempo em polvorosa! Enfim, é aqui, onde lhe conheci que gosto mais de estar, gosto mais de respirar... gosto mais de confidenciar o fato de que é aqui que, por sua causa, gosto mais de amar!
É aqui que agora quero para sempre estar... enquanto você me quiser, enquanto meu coração você tiver, enquanto tua alma a minha retiver... será aqui, neste lugar, nesta cidade que pra sempre eu vou estar! Pra sempre vou lhe esperar!
Assim... não se apavore mas, por amor a nós, também não se demore, amor!
Autor: Cláudio Selga
Foto: Belas imagéns de Vitória ES

27.9.09

O reencontro

Esta semana foi para mim uma semana muito especial por uma razão única! Sem querer menosprezar os demais acontecimentos que me acometeram, houve um em particular que me causou grande satisfação e enorme alegria! Refiro-me ao reencontro, ainda que virtual, que tive o prazer de vivenciar ao descobrir em um site de relacionamentos aquele que certamente ocupa, dentre o meu seleto rol de amigos, um lugar de grande destaque. Trata-se do grande homem, amigo, colega de trabalho, companheiro de tantas chuvas e ao mesmo tempo de tantas risadas, Marcello Quege! Que saudades, amigo! Reencontrá-lo foi para mim motivo de grande alegria; alegria aliás, que com a sua partida diminuiu - e muito. Mas eu sei que sua partida era mais que necessária porque nosso país, pelo menos até então, não era capaz de perceber o seu talento que somente os mais atentos podiam notar. Marcellão, acredite no que vou lhe dizer agora pois o faço, Deus sabe, de todo o meu coração: Você merece cada coisa boa que lhe acontece! Sabe porquê digo isto? Não é porque sempre fui seu amigo e agora não me caberia comentário contrário, não. Não é por isso, não! É porquê, entre outras coisas, há uma que você mesmo se refere em sua página inícial do Orkut e que é uma das maiores verdades sobre você mesmo - e que é exatamente o que tento dizer agora; lá você diz com toda propriedade do mundo: "...tenho dezesseis anos de idade mental e sem previsão de melhora..." Cara, isso é a mais pura verdade sobre você e... por favor acredite Marcello, é isso o que faz de você essa pessoa absolutamente especial, absolutamente única, engraçada, inteligente, interessante e bonita! Feliz sou eu por conhecer alguém assim como você e poder dizer com o peito cheio - não de orgulho - pois aprendi que essa palavra só possui uma denotação e esta... negativa;  mas com o peito cheio de satisfação e alegria ao ponto de exclamar: Eu tenho um amigão, e o nome dele é Quege... Marcello Quege!

Valeu, irmão! Que Deus continue lhe abençoando como assim você o tem testemuhado e que a vida lhe reserve, pelo menos no que depender de mim, tudo... mas tudo mesmo de bom!

Autor: Cláudio Selga
Foto: Marcello Quege e família


7.9.09

Blade Runner - O caçador de andróides

Sou um apaixonado pelo cinema por motivos que certamente tomariam toda esta crônica sem que eu pudesse exaurir todas as razões que me fazem fã da sétima arte. Hoje decidi fazer uma espécie de tributo nostálgico aquela que foi, é, e será sempre uma das maiores obra-primas da cinematografia mundial! Como o título sugere, refiro-me a Blade Runner - O caçador de andróides. Para os que amam cinema certamente não é necessário entrar
em muitos detalhes que, para estes, não passariam de redundâncias mais que conhecidas pelos amantes da boa arte cinematográfica. Mas para os que não tiveram o prazer e o privilégio de assistir a uma das maiores obras do diretor Ridley Scott, aqui vai uma palinha: Blade Runner, filme baseado no livro "Do androids dream of eletric sheep"
de Philip K. Dirk, realizado no ano de 1982 e protagonizado por Herinson Ford e Rutger Hauer, trata de um momento da história humana em que a tecnologia que outrora era motivo apenas de orgulho, agora é razão de grande preocupação! A ficção reporta-se ao então distante ano de 2019, quando a humanidade vivendo um momento único entre a aceleração científica e a necessidade de realizar trabalhos considerados para além da capacidade física humana, constrói andróides que, embora impressionantemente parecidos com a raça humana, não possuíam as limitações da mesma, transformando-se assim em operários mais que habilitados para o trabalho árduo e difícil, em atmosferas e circunstâncias tão inóspitas para nós seres humanos, quanto o espaço sideral por exemplo, para onde, segundo o autor da trama, parece estar o futuro não promissor, mais único, para a humanidade.

É nesse cenário entre o caos e a a avançada tecnologia que ocorre um motim por parte dos andróides que, com certa autonomia de raciocínio, não se conformam com o breve limite de tempo dado a eles para sua própria existência: Quatro anos!

Insatisfeitos com tal limite de "vida", insurgem-se numa tentativa de encontrar o seu criador na expectativa de ampliar sua autonomia de existência. É quando surge o personagem de Herinson Ford - um policial aposentado, mas com grande experiência em captura de andróides - com a missão de conter a rebelião.

Na verdade a história é muito mais que um simples filme de ação em que vemos perseguições psicodélicas e estonteantes pelas ruas de grandes cidades. É, na verdade, um filme que nos faz refletir sobre nós mesmos, quando nos apanhamos investindo no velho questionamento do tipo: De onde viemos? Quem somos? Por quê estamos aqui? Para onde vamos? Qual é o nosso real propósito nesta vida? Enfim, todas estas questões tão comuns a nosso respeito e que foram transcritas através da linguagem literária de Philip K. Dirk e pela cinematográfica de Ridley Scott!

Além do elenco que está com uma atuação simplesmente fantástica - em especial Herinson Ford, como protagonista no papel de Deckard e Sean Young no de Rachael, faço aqui o maior dos meus elogios ao filme: Ainda que todos os aspectos do filme tenham feito eu me apaixonar por ele, jamais, e repito, jamais poderia encerrar este comentário sem citar aquele que foi, e será sempre, o aspecto que mais me impressionou nesta obra: A trilha sonora!

Totalmente elaborada pelo aclamado compositor grego - mesmo autor da trilha de Carruagem de fogo, com a qual ganhou o Oscar de melhor música de 1981 - Vangelis Papathanassiuo, em Blade Runner, com seus arranjos e adaptações de Clássicos como: (Love Theme; Main Title; One More Kiss, Dear) consegue, quase que de maneira sobre-natural, nos levar ao cume da trama como se para tal não fosse preciso visualizar os acontecimentos que se perpetuam e dão forma e consistência a todo o contexto do filme!

Em Blade Runner, mais do que nunca, é possível se perceber a relação entre o que se vê e o que se ouve em um filme! São ferramentas distintas na forma, mas coadjuvantes na mensagem que, quando manipuladas por quem é do ramo unem-se em prol do enrredo que é o responsável pelo desenvolvimento da ideia básica. Assim, o expectador que dispõe dessa sensibilidade é muito mais capaz de desfrutar do privilégio de -las juntas e de saboreá-las unidas conseguindo portanto absorver da trama um aspecto muito particular, muito pessoal, muito próprio ao ponto de acabar possuindo uma parte da obra para que nenhum cineasta jamais poderia oferecer por si só; jamais poderia transmitir solitariamente por uma razão muito simples: Este ângulo, absolutamente pessoal que você acaba obtendo, apartir do que você viu, entrelaçado com o que você ouviu, traduz-se em em um aspecto único agora marcado e registrado unicamente em sua memória...

- Blade Runner é muito mais que um filme!

 É, isto sim, um épico que nos faz refletir, questionar, arrazoar a respeito da nossa existência, da nossa estadia aqui... Neste lugar...

Nesta vida...

Nesta  grande e linda família chamada - HUMANIDADE!


Autor: Cláudio Selga
Foto: Blade Runner - O Filme


6.9.09

Rê, como eu gosto de você!


"Minha alma canta... Vejo o Rio de Janeiro..."

Nunca esperei receber um presente desta cidade. Mas qual não foi a minha surpresa quando num encontro mais do que fortuito conheci você! Tantos bares para eu entrar, tantas mesas para eu me sentar e no entanto, foi ao alcance dos seus olhos que eu me postei. Era pouco mais do que sete da noite. Eu,
cansado, impaciente e faminto. Você, linda, loira e sorrindo!
Sua imagem, não esqueço jamais: Vestia um azul anil!

À cintura podia-se ver um laço que fazia fronteira entre seu farto busto e o armonioso declive abdominal que moldava o seu modelito descendo até à altura dos joelhos.

Uma fina corrente de ouro repousava brilhante sobre seu colo.

Emoldurando seu rosto havia apenas um brinco. Notei que não usava maquiagem - menos mau, nunca gostei mesmo!

Sem poder acreditar percebi que você olhava em  minha direção!

Claro, não pude evitar uma olhada ao redor procurando alguém que pelo menos não estivesse vestindo um macacão náutico, cheio de graxa como eu.

Você percebeu e sorriu.

Acho que nunca me senti tão inseguro em toda minha vida - nunca dormi melhor também!

O resto da história você sabe tão bem quanto eu.

Não devia dizer isso, mas... é um risco que quero correr:

Até hoje, para mim, nosso encontro parece ter sido uma fantasia... um conto de fadas - Um romance inefável! Foi assim, desta forma extraordinária que esta sua cidade, que já exercia um fascínio todo especial sobre mim desde às minhas primeiras viagens que fiz para cá - e olha que foram muitas e muitas... e desde muito tempo atrás - hoje resolveu me presentear com o seu encanto, com o seu carinho, com o seu calor, com os seus beijos... com o seu amor!

Valeu, Rio...

Valeu, Rê!

Só uma mulher especial como você, para fazer um homem simples como eu perceber
o quanto ele pode ter, o quanto ele pode alcançar, o quanto ele pode ser  sem que
nunca antes o tenha sido!

É por isso que não posso mais chegar à sua cidade sem me lembrar
de você. Sem desejar ir ao Leme, caminhar por Cópa e depois beber um chope gelado no posto Um ao seu lado e... olhar... e olhar...

Olhar este seu mar... respirar esse seu ar e... finalmente sorrir!

Sorrir e sorrir, sem nada falar... só pela felicidade de poder olhar você, brindar o seu ser!

Agora posso entender o Tom quando sábia e poeticamente, dizia: "Rio, como eu gosto de você..."
Quanto a mim...

Digo apenas...

Rê...

- Como eu gosto de você, garota!!!!!!!!!


Autor: Cláudio Selga
Foto: Renata...

27.8.09

Liberdade! A maior prova de amor!


Às vezes faz-se necessária um prova de amor; na verdade, de uma grande prova de amor! Só assim, como a nota
sugere, será uma prova e não um balbucio, um engodo! As provas de amor sempre exigem muito de nós... às vezes, mais do que podemos suportar! Mas... por amor verdadeiro, da-mo-nos ao sacrifício que embora sempre seja doloroso é o único caminho capaz de retratar, de esboçar, de demonstrar e, quem sabe - E esse é o verdadeiro intuito - provar que realmente se ama!
O verdadeiro amor não guarda ressentimentos, não espera retorno, não cobra, não exige, não
vigia, não pede comprovantes... Apenas confia, deseja, projeta - Apenas ama e nada mais!
Todo o resto é pura consequência do que se ofereceu; e se o retorno não for o desejado, se o reflexo de tudo o que se depositou for absolutamente contrário a tudo o que se planejou e se almejou... em fim... se tudo lhe contrariar, lhe decepcionar e lhe fizer adoecer... ainda assim afirmo e garanto-lhe: Se você não conseguir perdoar, relevar, esquecer, desfazer
e recomeçar... é sinal de que, tudo aquilo que você viveu era e pode ter sido qualquer coisa que se queira chamar. Pode ter sido tudo - tudo mesmo - menos amor! Porque, amor é, com certeza, outra coisa! Amor é suportar o insuportável; é resistir ao irresistível; é tolerar o intolerável! É, isto sim, dar-se até o último dos seus esforços, até a última das suas lágrimas... Até o último dos seus suspiros! E isto, ao contrário do que podem estar dizendo muitos, não é masoquismo, nem falta de amor próprio. Por mais que assim pareça - Acreditem: Não o é! - É, isto sim, amor! E amor de verdade é aquele que é capaz de dar a vida pela pessoa amada! Amor de verdade não avança, espera; Não guarda, oferece; Não inibe, expande; Não prende mas... liberta! Assim, como prova do meu amor eu a liberto! Como prova do meu amor eu a deixo partir e... mais que isto! Como prova do meu amor, eu - acredite ou não - desejo-lhe, de todo meu coração, que você, não apenas seja livre mas, principalmente, que você alcance voos cada vez mais altos! Cada vez mais belos e isto, repito, não é porque eu seja um masoquista irremediável, mas sim, um eterno enamorado seu... que , sem saber explicar exatamente por quê, um dia começou a lhe amar e, até agora não sabe como fazer cessar esse que é o mais Platônico de todos os amores! Mas... não posso negar... durmo melhor esta noite! Claro, não porque a perdi, mas porque a libertei! E liberdade é, e sempre será, a maior prova de amor que alguém pode dar.
Por isso, voe!
Voe, passarinho...
Voe alto e sempre!
Mas... Prometa-me:
Nunca, nunca mesmo, deixe de voar!
Autor: Cláudio Selga
Foto: Domínio Público

26.8.09

Amanhã é vinte e três...


"Amanhã é vinte e três, são oito dias para o fim do mês... Faz tanto tempo que eu não te vejo - queria o teu beijo outra vez!" Canta a belíssima Paulinha Toller, do kid Abelha, grupo de sucesso inegável e de talento inquestionável! A letra dessa música aparenta retratar a saudade de um momento, uma época em que determinada simplicidade ou ingenuidade, pureza -  vá lá... havia e que agora já não há mais! Embora o tema dessa linda melodia nos remeta ao aparente relacionamento entre pais e filhos, certamente esta mesma questão repete-se em vários tipos de relacionamentos quando o primeiro amor, o primeiro pensar acaba dissipando-se. Às vezes por imaturidade, às vezes por deslumbramento de um mundo novo nunca antes imaginado, enfim: os motivos são o que menos importa. O preocupante é esse nosso esvaziamento mediante a mediocridade do fascínio bobo, típico dos que se deslumbram por tão pouco, unicamente por nunca ter experimentado o novo... por nunca ter conhecido nada que tivesse ido além dos próprios narizes! É aí que pensamos: Somos  - enfim - alguém!

Será mesmo?

Tomara que sim. Pelo menos assim estarei errado quanto a nós e todo este discurso terá sido apenas um mau-entendido, e tudo o que estou a dar por certo, na verdade está errado... e assim sendo, é muito melhor errar na opinião do que no amor!

Mas a verdade é que quando olho um seu retrato antigo, e vejo hoje essa sua pose de princesa...

- De onde você tirou?

 "Amanhã é vinte e três... São oito dias para o fim do mês"

Autor: Cláudio Selga
Foto:Paula Toller

Composição musical:George Israel/Paula Toller.

22.8.09

Solidão compartilhada

Para escrever bem é necessário deixar os escrúpulos de lado; fingir crer que ninguém nunca lerá o que se escreveu! Para se escrever bem é fundamental acreditar que você nunca será julgado por aquilo que disse, pelo que, direta ou indiretamente você insinuou! Para se escrever bem precisamos esquecer quem realmente somos e por um momento, um breve instante, acreditar ser o que na verdade não o somos; aparentar conhecer o que não conhecemos; aconselhar coisas que não praticamos; sugerir ideais que não construimos, nunca implantamos! Para se escrever bem
tem que se conhecer o choro, a dor, o suor, o desapontamento, a frustração, a mágoa, a traição - A deslealdade - Para se escrever bem tem que se viver mal! Curioso, não? Escrever bem não é ser, não é possuir, não é obter, não é reter nem absorver mas... Dividir, conceder, compartilhar... desaguar, como rio que corre pro mar, como água doce, cujo destino é saciar! Escrever é, isto sim, apontar destino que se quer alcançar! É ser agulha que orienta a bússola; é ser farol que expulsa a escuridão! Escrever bem é ser... estar.... ficar, em fim... qualquer coisa... desde que seja singular; Qualquer coisa que não divida lugar, que não se deixe acompanhar! Qualquer coisa que se queira, pode ser tudo, tudo mesmo, menos algo que lembre um outro olhar. Para se escrever bem há de si ser discípulo da solidão; Há de se viver na contra-mão! Há de se quebrar paradigmas, de discordar da multidão, de despertar aptidão! Para se escrever bem é indispensável paixão, emoção, comoção... mas também, irreverência, rebeldia, anarquia e
até uma pitada de indisciplina! Afinal, quando se escreve, escreve-se para o ser humano
que, por mais que este defenda a ordem, na verdade adora a irreverência... O inesperado - O reprovável! Para se escrever bem, acreditem, tem de se conhecer o que há de mau, porque... o que é bom é lucro. E, na vida, sempre preferimos achar que o lucro é obrigação da própria existência, e portanto, não há favor nenhum nas bênçãos recebidas. Há sim, pensamos nós - dívida... se elas se atrasam ou não chegam!
Autor: Cláudio E. Selga
Foto: Domínio público